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21 julho, 2012

Capítulo 1



EU tinha uma vida normal, até decidir estudar e morar em Londres. Pensei que não conseguiria me adaptar por causa do clima, das pessoas e tudo o mais, mas pelo contrário, me adaptei tanto que acabei me apaixonando. Sou Charlotte Marie Camarillo, tenho dezessete anos e moro com os meus pais Teresa e Cássio no Rio de Janeiro, Brasil. Tenho três melhores amigas a Julie, a Anne e a Glória. A Julie é brasileira, mas seu pai é Alemão, então ela tem a pele bem branquinha, o cabelo quase ruivo, original, possui algumas sardas no nariz, olhos verde cor do mar e era a menor de todas nós com apenas 1,60m.
Glória é negra, olhos castanhos claros muito atentos por sinal, cabelos castanhos escuros no estilo Black Power. Ela era a mais animada de todas nós, sempre estava nos fazendo rir, sempre com brincadeiras.
A Anne por sua vez é loira, mas seus cabelos têm umas mechas pretas, são na altura da cintura e tem os olhos verde- escuro. É mais nova e também a mais radical de todas. Seu passatempo preferido é tocar violão e cantar.
Passava a maior parte do meu tempo na casa delas ou elas na minha. Quando estávamos na escola não nos desgrudávamos a não ser quando o meu namorado, o Pietro chegava. Ele era o goleiro do nosso time de futebol. Jogava muito bem, tinha os cabelos pretos bem cortados, com olhos castanhos escuros, com seu sorriso fazia qualquer garota se derreter por ele. Não foi muito bem o que aconteceu comigo afinal desde que me entendo por gente nunca me apaixonei por nenhum garoto. Algo me dizia que isso iria mudar.
Apesar de gostar muito daqui, queria ver coisas novas e estava pensando em sair do Brasil. Sei lá talvez para terminar meus estudos e cursar uma faculdade. Talvez só para passear mesmo. Qualquer coisa. Só não queria ficar aqui para sempre. Possivelmente Paris, Amsterdã. Londres. Essa ideia me tentava há algum tempo. Londres era um sonho que gostaria muitíssimo de realizar. Talvez pelas ruas, pela cultura, pessoas, estilos. Não sei. Só tinha certeza de uma coisa: que aqui não ficaria mais por muito tempo.
Na escola as coisas não iam muito bem: havia uma nova aluna na minha classe que dava em cima de vários garotos e entre eles, o Pietro. Ela tinha cabelos curtos com ondas perfeitamente elaboradas, olhos cor de mel, boca torneada, magra, mas com o corpo cheio de curvas, olhar sensual, mas com a cara de sonsa, sabe? Todos os garotos ficavam babando quando ela passava. Claro, para as garotas isso não era nada legal e no meu caso, mesmo não estando apaixonada pelo Pietro, merecia respeito e muito. Mas não foi isso que tive um desses dias. Um tempo depois da chegada da Alícia, essa novata idiota, os encontrei no maior amasso logo depois da aula da Educação Física, no cantinho onde costumava me encontrar com o Pietro.
 — Char!? Amor, não é nada disso que você está pensando. Nós estávamos apenas conversando.
— Sério? Não sabia que pra conversar eram necessários a troca de saliva nem os abraços.
— O que mais você queria Charlotte, você não dá atenção ao Pietro ele simplesmente achou alguém que desse.
— Olha não se mete ok, é melhor você sair da conversa. Isso é só entre o Pietro e eu. Ou melhor, fica aí, continuem ‘conversando’. Eu é que vou embora. – Dei as costas e sai o mais rápido que pude, mas ainda deu pra ouvir o fim da conversa.
— Char!
— A deixa ir Pietro, ela não gostava mesmo de você.
— É eu sei, mas não deveria ter feito isso com ela.
— Você é um idiota mesmo, fica se preocupando com ela depois de tudo.
— Cala boca sua...
Encontrei com as meninas no portão da escola e fomos pra casa. Estava calada durante todo o caminho, e mesmo as meninas tentando saber o que aconteceu não quis contar nada. Era melhor guardar pra mim, pelo menos por um tempo, mas não tive esse tempo. No dia seguinte toda a escola já estava sabendo do que havia acontecido. Todas as vezes que passava pelos corredores as outras meninas começavam a zombar.
—  Eu não acredito que ela perdeu o namorado em o quê? Uma semana?
—  A Alícia é mesmo rápida, ainda bem que meu namorado não estuda aqui, porque se estudasse andaria de olhos vendados.
— Relaxa Char, não quero ver você cabisbaixa por causa disso. – disse Glória.
—  É Char, relaxa – disse Anne.
O Pietro até tentou falar comigo, mas não dei chance dele dizer nem Oi que cara de pau a dele, me trair e ainda vir falar comigo. Só se eu fosse uma idiota ou estivesse muito apaixonada falaria com ele (e não era nem uma coisa nem outra). Dei as costas e o deixei falando sozinho.
Meus pais gostavam muito do Pietro e estranharam ele não aparecer lá em casa.  Já estava começando a esquecer do ocorrido. Estávamos jantando quando o meu pai resolveu me perguntar sobre ele.
—  Charlotte, onde está o Pietro, nunca mais o vimos aqui, vocês geralmente vão juntos a escola e ele sempre está ligando para você, mas de uns dias pra cá não o vejo mais. Todas as vezes que ele te liga você não quer atender, o que houve? Vocês brigaram?
— Também pai, mas foi pior que isso. – disse com os olhos cheios de lágrimas, estava começando a não aguentar mais a pressão sobre esse assunto.
—  Charlotte, o que houve? – disse minha mãe.
Larguei os talheres e com as lágrimas escorrendo pelas minhas bochechas respondi.
—  Ele me traiu mãe. O filho da mãe me traiu na maior cara de pau bem no local onde agente costumava se encontrar depois das aulas e ainda por cima toda a escola já sabe. Eu não posso passar pelos corredores que escuto todas as meninas cochichando sobre isso. Não agüento mais. Que raiva! Eu tenho vontade de ir a casa daquele desgraçado e bater nele até que ele sangre.
—  Calma, Charlotte, por favor, se acalme. Tudo vai ficar bem, depois de um tempo todo mundo esquece eu lhe garanto. Já que já terminou de jantar, sobe toma um banho e tenta dormir, amanhã é sábado e você pode ir à praia com as meninas e se divertir um pouco, não é querido?
— Isso mesmo Charlotte, dorme e relaxa. Se ele fez isso não tem valor nenhum para que você fique aí chorando.
— Ok. Eu vou fazer o que vocês estão me dizendo, estou cansada mesmo e vai ser bom sair com as meninas amanhã, estão me reclamando que não saí muito com elas depois de tudo isso. Não vou ficar chorando por aí por causa desse cretino. Boa noite mãe, boa noite pai. – Dei- lhes um beijo e fiz o que me pediram.
Subi, procurei minha roupa de dormir mais confortável, pus na cama e fui ao banheiro. Enchi a banheira com água bem quente, pus sais bem aromatizados, hidratante e o que mais achei lá por cima. Um dia acabaria com problemas pele. Sorri a esse pensamento e me animei mais. Entrei na banheira e comecei a pular. Estava quente pra caramba. Fui me acostumando e me deitei. Pus meu mp4 e escutei minhas músicas prediletas. Fiquei lá e peguei no sono. Tive um sonho esquisito. Olhos brancos me fitavam românticos, doces. Cabelos negros caiam ao redor do rosto que eu não conseguia enxergar apresar da proximidade. Senti medo ao princípio, mas um sorriso brilhante apareceu naquele rosto então uma calma me invadiu. Quando acordei a água estava fria. Levantei e olhei o relógio. Já passava das duas da manhã. Saí da banheira e me troquei. Cambaleei até a cama e me joguei lá.
Na manhã seguinte eu e as garotas fomos à praia. Não tinha dado muita importância ao sonho então nem comentei com elas. Começamos a conversar sobre a festa de aniversário da escola.
— Meu Deus, a festa já é na próxima semana e eu não comprei o meu vestido ainda. – disse Glória.
— Nem me fala Glorinha. O David não me falou nada sobre ir ao baile com ele e nem sei se ele vai. Não estamos JUNTOS, mas gostaria muito que ele me convidasse pra ir com ele. – disse Anne.
— Nós bem que podíamos ir ao shopping amanhã e fazer umas comprinhas pra essa festa não é? – disse Glória.
—  E aí Char, você está dentro? – disse Julie.
— Acho que não meninas, e também com quem eu iria? Com o nerd do Daniel? Porque ele é o único que não zomba de mim na escola. – disse.
— Charlotte Marie! As pessoas não estariam zoando de você se demonstrasse que isso é uma página virada da sua vida. – disse Glória.
—  Nossa ela ficou com raiva dessa vez! – disse Anne.
Todas nós rimos do comentário da Anne e esquecemos o assunto. O tempo foi passando e enquanto estávamos de bobeira fiquei pensando no que a Glorinha me disse e tomei uma decisão.
— Sabem de uma coisa meninas. Vocês estão certas, eu não gostava tanto dele assim. Eu não vou me rebaixar, ah! Não vou mesmo. – disse.
— Isso mesmo! – disseram uníssono.
Marcamos onde nos encontraríamos no dia seguinte. Passeamos um pouco pela praia e fomos para minha casa, minha mãe sempre fazia uma festinha pra nós todos os fins de semana, pois ela amava ver a casa cheia de gente. Apesar de ser filha única queria ter outros irmãos, mas depois do meu parto minha mãe teve algumas complicações e não pôde engravidar novamente.
No dia seguinte fomos ao shopping comprar os nossos vestidos. Não que nós não tivéssemos roupa para a festa, mas é sempre bom fazer umas comprinhas. Entramos em várias lojas, experimentamos roupas em todas elas e finalmente achamos uma que provavelmente nos agradaria. Entramos nessa loja e começamos a procurar nossas coisas.
— E aí meninas? Como estou? – disse Julie, que usava um vestido vinho no joelho com busto em forma de saquinho.
— Está linda Jú. E eu meninas como estou? – disse Glória vestida com um verde musgo também no joelho.
—  Esse vestido é igual ao meu se toca Glória!
— Não é nada! O meu é muito mais bonito. É mais rodado embaixo.
— Hum, rodado. Combina com você realmente.
— Sua vaca. Cala a boca.
Todas nós rimos daquele comentário infeliz, mas que logicamente não era de verdade. Roupas, maquiagens e sapatos para nós só não eram mais importantes que nossas famílias e nossa amizade. Eram mais importantes até que os garotos. Maquiagem fica até depois de uma chuva. Garotos fogem na primeira tempestade.
—  Amei seu vestido Glorinha, e o meu? Não sei se ficou legal. – disse Anne com um lindo vestido soltinho preto cheio de lantejoulas que davam um efeito esbranquiçado na luz.
— Olha Anne não precisa nem ter dúvida: leva ele que está lindo. Eu é que estou indecisa entre esses dois aqui. Então o que vocês acham? O roxo, ou o azul? —  Disse, segurando um vestido em cada braço.
— Olha, acho melhor o roxo – disse Anne.
— Eu também. – disse Glória.
— É leva esse Char, ficou o máximo. – disse Julie.
— Está bom, vou levá-lo. – disse.
Saímos da loja com os nossos vestidos e fomos assistir a um filme.
— Nossa esse filme foi perfeito.
— Comédias românticas me enjoam.
— Nossa Anne como você é insensível.
— Eu não sou insensível, Julie, vocês é que são muito menininhas.
— Ok, ok garotas. Vamos comer algo estou morrendo de fome.
 — O que? Você acabou de se encher de pipoca Glória. Você vai engordar e morrer rolando.
— Credo! Vocês sabem que eu não engordo. Não posso fazer nada.
— Olha vamos logo tá. Até eu estou ficando com fome. – só assim para acabar com a discussão.
No dia da festa estávamos todas muito ansiosas pra chegar a hora de começar. Todas nós fomos para a casa da Anne, que era a mais próxima da escola e o David, seu novo namorado, ia nos buscar.
Demoramos muito a nos arrumar, pois quatro garotas juntas se preparando para uma festa sempre se atrapalham em alguma coisa. A Anne queria uma maquiagem escura então tive que fazer algo como escurecer os olhos e clarear a boca ou ela iria parecer uma vampira sedenta. A Glória e a Julie ainda reclamavam uma com a outra por causa do vestido parecido.
— Eu não posso acreditar que você me copiou mesmo. Eu te odeio Glória.
—  Eu também te odeio por me odiar, não fala mais comigo sua idiota.
— Calma garotas, parem com isso e se abracem. Logo. Temos que nos apressar. Logo, logo o David chega e estaremos de lingerie ainda.
Elas se abraçaram e ficaram lá prometendo que nunca mais se copiariam nem brigariam por roupas. Enquanto elas declaravam sua amizade eu me apressava com minha maquiagem. Usei delineador e lápis bem escuro, com sombra clara e batom rosa. As garotas terminaram de se maquiar levemente e calçamos nossos lindos sapatos. A Glória com um scarpin preto, a Julie com uma sandália com tiras com um salto finíssimo, a Anne com uma sandália preta com zíper na frente e eu com um sapatinho da cor do vestido com um laçinho em cima. Olhamo-nos no espelho juntas e vimos como ficamos lindas. Esperamos o David chegar.
Ele também fazia parte do time de futebol, assim como o Pietro, tinha os cabelos pretos quase da cor dos meus, cortado não muito curto. Era um cara super legal, e mesmo antes de começar a ficar com a Anne ele era o nosso amigo. Bom, mais porque ele era amigo do Pietro, mas que depois do que ele fez o David parou de falar com ele.
—  Oi, meninas. Uau vocês estão lindas. – disse David e deu um beijo muito apaixonado na Anne. —  Como você está?
—  Melhor agora. – disse Anne sorrindo.
—  E aí Charlotte, melhor? – disse David.
—  Melhor do que nunca, obrigado por perguntar. – disse.
—  Sabe que se quiser que eu parta a cara dele é só me avisar, ok. – disse ele rindo.
—  Bom, valeu por se oferecer, mas se alguém for partir a cara dele, essa pessoa será eu. Se bem que pra mim não importa mais. Quero mais que ele seja feliz com ela, afinal estou muito bem sem ele.
Todos nós rimos e entramos no carro. Chegando perto da escola já se dava pra ouvir a música tocando e os gritos dos alunos. Assim que entramos a Julie achou seu namorado no meio de vários meninos e foi falar com ele.
—  Meninas, volto logo. —  disse ela e foi atrás dele.
Algum tempo depois o Pietro e a Alicia apareceram na nossa linha de visão e ele olhou pra mim com uma cara triste. Provavelmente se arrependeu de ter feito aquilo comigo, mas eu nem liguei. A Alícia estava linda com um vestido rosa balonê com o busto cruzado. Eles passaram por nós e sorri, mas não estava focada neles e sim em um dos meninos que era amigo do David, percebi que ele estava de olho em mim e fui lá conversar com ele. O Pietro precisava ver que eu tinha superado.
—  Oi, percebi que você estava olhando pra mim. Meu nome é Charlotte, mas pode me chamar de Char como quem importa me chama. – disse eu.
—  Oi, sou Michael, e eu realmente estava olhando para você. A propósito está linda nesse vestido. – disse ele.
—  Obrigada, você também está muito bem. – disse eu.
—  Quer dançar? – disse Michael.
—  Quero sim. – disse.
Nós divertimos muito na festa. Eu e o Michael conversamos muito durante a dança e toda a noite. Ele tem o cabelo parecido com o do David, olhos castanhos, é muito lindo mesmo. Realmente daria um bom namorado se eu estivesse procurando por um.
— Não consigo.
— O que você não consegue?
— Passar mais um segundo só olhando para você.
Ele me beijou de surpresa bem na hora que o Pietro passava por nós com a Alícia. A garota só faltou cortar os pulsos e arrancar os cabelos (não necessariamente nessa ordem) porque o Pietro olhou enciumado para mim. Ele fez uma cara de cachorrinho abandonado revoltado. E ela fez uma cara patética. Se bem que eu acho que ela não mudou muito de expressão. Ela já tinha uma cara patética. Quando o Michael me soltou olhei para ele surpresa.
— Nossa. Que surpresa. Eu não esperava por esse beijo.
— Não mesmo? Quanto tempo um garoto consegue ficar perto de você sem fazer nada? Se eu fosse você não ficaria tão surpresa assim. Você é excepcionalmente linda. — Nem o Pietro nem nenhum outro cara tinha me tratado assim antes. Esse cara daria sim um ótimo namorado. Quando nos sentamos ele foi buscar refrigerante para mim.
— Charlotte Marie, você não nos contou sobre esses planos.
— Desculpem garotas, mas é que nem eu sabia o que esperar dessa noite. Foi tudo muito rápido.
— Percebemos. A Glória quase caiu dura quando viu.
— Quase caí mesmo. Nunca imaginei ver você com outro cara tão rápido.
— Eu não estou com ele. Eu fiquei com ele hoje. E só. Não vai passar disso, apesar dele ser uma gracinha.
— Own que coisa mais linda.
— Lá vem você de novo Julie. Ele é um gato mesmo, mas esse “own que coisa mais linda” não! Por favor.
— Tudo bem, Anne, mas ele é fofo mesmo.
— Tudo bem, ele está voltando com meu refrigerante. Acho que vai me levar em casa, então quando todas chegarem liguem para mim ok. Falamos mais sobre essa noite. Quero que vocês me contem o que aconteceu com as senhoritas enquanto eu estava digamos... ocupada.
— Tudo bem senhora ocupada.
— Até o telefone.
— Tudo bem.
Como previ, ele fez questão de me levar para casa. Como já tinha falado com as garotas fui direto para casa.
— Foi uma noite incrível. Obrigada pela companhia.
— Obrigada você por ter me feito o cara mais feliz da festa essa noite.
— Tudo bem não precisa exagerar tanto assim.
— Não estou exagerando. Estou falando a verdade.
— Obrigada assim mesmo. Preciso entrar está tarde e é perigoso ficar aqui fora. O Rio não é mais seguro desde... desde alguns séculos atrás.
— Tudo bem. Então boa noite.
Ele aproximou-se devagar e nos beijamos. Foi bom. Ele foi embora e eu subi correndo na ponta dos pés descalços para o meu quarto. Adorava aquele lugar, meu cantinho. Minha casa era de andar, no térreo ficava a sala, cozinha, varanda, garagem, sala de jantar, sala de TV e lavabo e no andar de cima ficavam os quatro quartos com suíte e o escritório do meu pai. Mas meu quarto era melhor que tudo aquilo. Era lindo demais: paredes roxas, uma cama de casal branca com desenhos de flores rosa feitos à mão localizada lateralmente de frente para a porta, um criado mudo também branco, o hack do computador maple ao lado contrário da cama, perto da janela de frente para o guarda roupas maple também, uma escrivaninha do lado direito da cama, uma penteadeira vizinho à porta, um tapete no meio do quarto com círculos coloridos e um mural com fotos. No meu banheiro tinha uma banheira no canto esquerdo. Com esse pensamento tomei banho e fui dormir.

Nana&Karol

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